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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Cão tratado com células-tronco volta a andar.



Cão tratado com células-tronco volta a andar


Cadela Vilma tinha ficado tetraplégica por causa de uma cinomose, doença que pode levar à morte em pouco tempo


Um cão de 3 anos que ficou tetraplégico foi curado graças a uma técnica com uso de células-tronco. Ele voltou a andar após ser tratado no hospital veterinário do Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Basto , em São João da Boa Vista (SP). A técnica seria capaz de curar a cinomose, doença que atingiu o animal e pode levar à morte em pouco tempo.
Quem realizou o tratamento gratuito na cachorra de nome Vilma foi a médica veterinária Michele Andrade de Barros, que trabalha com terapia celular desde 2008. O animal sofria de cinomose, altamente contagiosa e causadora de sequelas neurológicas. A chance de vida com a doença é de apenas 5%.
  A cadela ficou tetraplégica e, como os cães que não se locomovem mais podem desenvolver outras doenças, nesses casos os proprietários costumam optar pela eutanásia. Foi aí que a proprietária, uma professora de Educação Física, recebeu a sugestão de tentar o novo tratamento que poderia fazê-la voltar a andar. E já na primeira aplicação de células-tronco foi detectada uma melhora na qualidade de vida do animal. Depois, com três aplicações, Vilma voltou a se locomover.
A cachorra hoje leva uma vida normal e, segundo a veterinária, está totalmente curada.
"Existem outras patologias que também podem ser tratadas com células-tronco. Pode até não haver cura total, mas a melhora na qualidade de vida do animal já é muito boa", explica.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Degelo na Antártida se intensifica em 50 anos.


Degelo na Antártida se intensifica em 50 anos.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Um estudo divulgado nesta segunda-feira indica que o degelo atual do verão antártico está dez vezes mais rápido que há 600 anos.
De acordo com o trabalho, publicado na revista especializada "Nature Geoscience", esse fenômeno se intensificou ainda mais nos últimos 50 anos.
Para chegar a esses resultados, os cientistas perfuraram, a uma profundidade de 364 metros, calotas da ilha James Ross, no norte da geleira antártica.
O objetivo dos pesquisadores era medir as temperaturas de centenas de anos que ficaram registradas no gelo.
As sucessivas camadas na geleira revelam o movimento de degelo e de congelamento que ocorreu, e ao medir a espessura destas camadas, os cientistas foram capazes de comparar as variações de temperatura nas camadas mais superficiais com as do núcleo de gelo ao longo dos últimos mil anos.
Robin Bell/Divulgação
Capa de gelo perto das montanhas Gamburtsev, na Antártida
Capa de gelo perto das montanhas Gamburtsev, na Antártida
Constatamos que, há 600 anos, havia condições mais frias na península antártica e uma menor quantidade de gelo derretido", disse Nerilie Abram, líder do trabalho e pesquisadora do British Antarctic Survey de Cambridge, no Reino Unido.
Naquela época, as temperaturas eram aproximadamente 1,6 grau Celsius menor que as registradas no fim do século 20, e a proporção de neve que derretia a cada ano e depois voltava a congelar era de 0,5%, segundo Abram.
"Hoje, a quantidade de neve que derrete a cada ano é dez vezes maior."
Apesar do aumento regular das temperaturas que ocorre há centenas de anos, o degelo se intensificou a partir da metade do século 20, afirma o novo estudo.
Isso significa que o aquecimento na Antártida alcançou um nível em que até leves aumentos de temperatura podem provocar uma forte aceleração do degelo.
Fonte:Folha de São Paulo

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Projeto do Inpe protege rede elétrica de raios.


Projeto do Inpe protege rede elétrica de raios.

FERNANDO TADEU MORAES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) lançará neste mês mais uma etapa do ClimaGrid, projeto de proteção da rede elétrica desenvolvido em parceria com empresa EDP, distribuidora de energia da região do Vale do Paraíba e Espírito Santo.
O projeto, que começou há cerca de dois anos, tem como objetivo usar as informações meteorológicas para a otimização das redes de distribuição de energia elétrica.
"Na primeira etapa do projeto foram desenvolvidas todas as ferramentas de previsão climática. Agora, estamos implementando e avaliando sua eficácia", diz Osmar Pinto Júnior, do grupo de eletricidade atmosférica do Inpe.
Segundo o pesquisador, antes a previsão meteorológica era dada com 24h de antecedência, mas com pouca precisão espaço-temporal.
"Hoje, conseguimos prever com 24h de antecedência a ocorrência de descargas elétricas com uma margem de erro de 5 km. Com isso, a empresa pode direcionar sua equipe de prevenção para a área designada."
Apenas quatro instituições no mundo, além do Inpe, possuem tecnologia similar de previsão de raios com tamanha antecipação e precisão.
O sistema foi implantado para testes em outubro de 2012 e permitiu uma comparação com o ano de 2011.
Segundo dados do Inpe na área de concessão da EDP no Estado de São Paulo, no verão entre 2011 e 2012 foram registrados quase 55 mil raios; no mesmo período de 2012 e 2013, o número de raios foi de quase 100 mil.
O projeto Climagrid, que é de uso exclusivo da EDP, deve terminar ainda neste ano. O grupo de pesquisadores está avaliando o comportamento da rede. "Até o final do ano o sistema deve estar operando de forma plena."

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Cantina italiana tira o tomate do menu em protesto contra a inflação.


Cantina italiana tira o tomate do menu em protesto contra a inflação.

SÃO PAULO - Apesar da larga presença do tomate na culinária italiana - do filé à parmegiana à pizza mussarela, passando pela bruschetta - a tradicional cantina Nello's, de São Paulo, resolveu banir o alimento do seu cardápio. A mudança radical no menu está explicada em um cartaz na porta de entrada, onde o proprietário, Augusto Melo, manifesta seu protesto contra a inflação. "Em respeito à nossa história, nos recusamos a aceitar a alta exagerada de preços o tomate".
O preço do tomate no atacado, na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), chegou a R$ 4,11 o quilo em fevereiro, o dobro de valor em fevereiro do ano passado. Logo após a Páscoa, o preço saltou para R$ 9,00 no atacado e já chega a R$ 12 nos supermercados.
"Para uma cantina italiana, este tipo de situação é extremamente desagradável, mas temos um compromisso com preços justos para a nossa clientela", justifica Augusto Melo. Segundo ele, a caixa de tomates de 20 quilos custa normalmente entre R$ 20 e R$ 35, mas na semana passada chegou a R$ 180 no mercado atacadista. Ele costuma comprar uma tonelada de tomates por semana para servir cerca de 200 refeições por dia durante a semana e 400 aos sábados e domingos.
O proprietário da cantina, que funciona há 38 anos no bairro de Pinheiros, divulgou um manifesto no Facebook com a explicação de que o boicote ao tomate vai continuar enquanto os preços não voltarem ao normal. Mais de 500 internautas haviam manifestado apoio ao protesto até a tarde desta quarta-feira.
"Nem nos tempos de hiperinflação os preços variavam tanto e de forma tão brusca", desabafa o empresário. Segundo ele, não existe explicação aceitável para a alta dos preços. "O que mais preocupa é que os preços jamais voltam ao nível anterior depois da elevação", reclama. Ele contesta a postura do governo Dilma em relação ao assunto: "O governo insiste que devemos trocar um pouco de inflação para termos crescimento, mas preferimos ficar sem mercadoria a repassar um aumento abusivo para os nossos clientes.
Os fregueses do restaurante estão sendo orientados a trocar o filé a parmegiana pelo filé a milanesa, e o tomate não entra mais nem nas saladas. Segundo Augusto Melo, até agora ninguém reclamou. Ao serem informados dos motivos da falta de tomate, todos concordam e prometem boicotar o produto também nas compras domésticas.
O empresário defende que todos os consumidores passem a boicotar os preços que estão subindo exageradamente, inclusive na hora de comer fora de casa. "Eu saio muito para visitar outros restaurantes, para saber como está o mercado, e tenho ficado assustado com os preços que estão cobrando por aí", reclama. Segundo ele, a única forma de evitar a volta da inflação é a população se conscientizar e parar de aceitar abusos.
Feijão. A alta do preço do feijão carioquinha também provocou um protesto de outro estabelecimento comercial em São Paulo. O supermercado Joanin, de São Caetano, colocou um aviso na gôndola de cereais orientando os consumidores a optarem por outros produtos enquanto os preços não voltam ao normal. Diz o aviso: "Os preços do feijão carioca subiram muito porque os produtores reduziram a área plantada. Por isso a falta do produto. Como sugestão, troque o feijão por outros alimentos: feijão preto, fradinho, ervilha, fubá (polenta). Reduza a compra do feijão carioca. A situação deve melhorar em 30, 45 ou 60 dias". Procurada, a rede não se manifestou. 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Comunidades do AM mapeadas por projeto premiado são ameaçadas.


Comunidades do AM mapeadas por projeto premiado são ameaçadas.

Comunidades tradicionais da zona rural de Manaus mapeadas num projeto premiado nos Estados Unidos estão ameaçadas de desaparecer.
As terras foram desapropriadas pelo governo do Amazonas para a instalação de um distrito industrial naval.
Os territórios dessas comunidades foram mapeados de 2005 a 2011 pelo sistema de satélites do projeto "Nova Cartografia Social da Amazônia", premiado em 2011 pela Fundação Ford, nos EUA, com US$ 100 mil e liderado pelo antropólogo Alfredo Wagner Berno de Almeida, pesquisador da Universidade Federal do Amazonas.
As terras fazem limites com imóveis de empresários, do Exército e da União.
Excluídos de consulta prévia sobre o megaempreendimento, líderes das 19 comunidades afetadas dizem que vão pedir à Justiça a revisão do decreto, assinado pelo governador Omar Aziz (PSD) em outubro do ano passado.
A Comissão Pastoral da Terra, da Igreja Católica, relatou o caso ao Ministério Público Federal, que abriu inquérito civil. "O governo deveria ter antecipado uma consulta às comunidades", afirma o procurador da República Leonardo Macedo.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Pandas serão 'exportados' da China para o Canadá para preservar espécie.


Pandas serão 'exportados' da China para o Canadá para preservar espécie.

Dois animais serão transportados por avião nos próximos dias.
Eles vão viver dez anos entre os zoológicos de Toronto e Calgary

Dois exemplares de urso panda serão “exportados” da China para o Canadá nos próximos dias em uma ação que tem o objetivo de preservar a espécie, considerada ameaçada de extinção. Os mamíferos serão transportados pela FedEx em um avião especial e vão ser acompanhados por especialistas em vida selvagem chineses e canadenses.

A previsão é que ursos saiam de Chengdu e cheguem a Toronto no dia 25 de março, em um voo que deve durar até 18 horas. A fêmea Er Shun, de cinco anos, e o macho Da Mao, de quatro anos, vão morar por cinco anos no zoológico de Toronto e mais cinco anos no zoológico de Calgary.

É o primeiro empréstimo de pandas-gigantes (Ailuropoda melanoleuca) a zoológicos canadenses, o que permite aumentar os esforços internacionais de preservação da espécie.
De acordo com ambientalistas, existem pouco mais de 2 mil pandas vivendo livremente na natureza, sendo que a maioria vive em apenas seis regiões montanhosas da China, que permanecem isoladas.
Eles foram classificados como ameaçados e foram inseridos na lista vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN). Os principais motivos de redução de pandas são o aumento da população humana e expansão da infraestrutura.
O panda macho batizado de Da Mao, que atualmente vive na China e será levado para o Canadá (Foto: Divulgação/FedEx)
Fonte: g1.com.br

quarta-feira, 13 de março de 2013

Área de proteção integral é melhor contra desmate


12/03/2013 - 03h20

Área de proteção integral é melhor contra desmate

DE SÃO PAULO

Um estudo publicado na revista "PNAS" indica que, na hora de evitar o desmatamento da Amazônia, áreas de proteção integral são mais eficazes do que as que permitem a exploração sustentável dos recursos naturais.

Nas áreas de proteção, não é permitido retirar qualquer recurso natural. Nas de exploração, é possível extrair itens como castanhas e óleos de árvores, por exemplo.
Em determinados contextos, quando as pressões de desmatamento são grandes, as reservas indígenas demarcadas também têm um bom resultado em evitar que a floresta seja derrubada.
A discussão sobre a melhor maneira de proteger a floresta tropical há muito tempo divide os ambientalistas.
Agora, um grupo de cientistas, com a participação de Britaldo Silveira Soares Filho, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), analisou dados de sensoriamento remoto de 292 áreas de preservação.
O estudo destaca que, embora todas as formas de proteção tenham contribuído para diminuir o desmatamento na Amazônia --que atingiu no ano passado sua menor taxa histórica--, a proteção integral ainda manteve mais floresta em pé.
Fonte:Folha de São Paulo

quarta-feira, 6 de março de 2013

Ambientalistas se dividem entre mico-leão-dourado e o muriqui para mascote da Rio-16


02/03/2013 - 04h30

Ambientalistas se dividem entre mico-leão-dourado e o muriqui para mascote da Rio-16

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO

As Olimpíadas de 2016 ainda estão longe de começar, mas já têm uma grande disputa. Simpáticos, atléticos e 100% brasileiros, o mico-leão-dourado e o muriqui competem pela vaga de mascote oficial do evento.
Os dois têm argumentos de peso. São carismáticos, endêmicos da mata atlântica e seriamente ameaçados.
Espécie de pop star da fauna brasileira, o mico-leão-dourado tem a seu favor justamente essa fama.
A agressiva campanha para salvar a espécie, que dominou a mídia há 20 anos -quando as discussões ambientais ainda eram bem menos comuns- tornou sua juba avermelhada conhecida em vários cantos do planeta.
"Esse animal é a cara do sucesso. Tem uma história linda, de engajamento da sociedade. Vem gente de todo lugar do mundo só para conhecê-lo", diz Luís Paulo Ferraz, diretor-executivo da ONG Associação do Mico-Leão-Dourado, que encabeça a campanha do macaquinho.
Editoria de Arte/Folhapress
O esforço para salvar o animal tem reconhecimento em todo o mundo. Em pouco mais de duas décadas, a população na natureza saltou de cerca de 200 indivíduos para os atuais 1.700. Uma vitória conseguida principalmente pela proteção e recuperação da área de mata atlântica na qual eles vivem.
"E, além de tudo isso, o mico-leão-dourado ainda é da cor da medalha de ouro", brinca o ambientalista.
Modesta, a campanha pelo loiro-ruivo mais famoso das florestas se apoia principalmente nas redes sociais.
Do outro lado da disputa, o muriqui, maior primata das Américas, tem um time estrelado de apoiadores, como Gilberto Gil e Chico Buarque, que aparecem em um caprichado vídeo de divulgação da campanha, encabeçada pelo Instituto Ecoatlântica.
"O muriqui está para o Brasil como o panda gigante está para a China", diz Russell Mittermeier, presidente da Conservação Internacional e estudioso de primatas.
Mittermeier e a ONG estão ajudando na internacionalização da campanha do muriqui, que tem ainda o apoio do governo do Rio de Janeiro.
"Justamente por ser um animal menos conhecido, ele merece essa chance de aparecer. O mico também está ameaçado, mas a situação do muriqui é alarmante", diz Mittermeier. A estimativa é que, no Estado do Rio de Janeiro, haja apenas 160 deles.
Apesar da repercussão de ambas as campanhas, não há garantia de que uma das espécies seja a escolhida.
Não existe uma candidatura oficial, e o tema do mascote é livre. Ele será escolhido entre as propostas apresentadas pelas 15 agências de comunicação convidadas pela organização das Olimpíadas para enviar propostas de aparência e conceito.
Ou seja, antes de conquistar o mundo, muriqui e mico-leão terão de conquistar os publicitários participantes.
O resultado só sai em 2014, mas os cientistas estão otimistas. A definição do tatu-bola, também muito ameaçado, como mascote da Copa de 2014 é considerada um sinal de que a questão ambiental será determinante.
Já os apoiadores dos dois primatas vão além: torcem para que haja mais de um mascote oficial.
QUEM SERÁ O MASCOTE?
A escolha será feita em 2014. O comitê organizador pediu para que 15 agências de comunicação pensassem no visual de mascotes que representassem o Brasil e o espírito olímpico, mas não existe uma lista pré-definida de candidatos
Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Coruja é encontrada com asa quebrada em Vila Velha, ES


Coruja é encontrada com asa quebrada em Vila Velha, ES

Moradores do bairro Alvorada recolheram a ave.
Animal foi encaminhado ao veterinário.

Uma coruja com a asa esquerda quebrada foi encontrada na tarde desta terça-feira (26), no meio da rua, no bairro Alvorada, em Vila Velha, na região Metropolitana do Espírito Santo. Moradores recolheram o animal e, com medo de que ele fosse atacado ou atropelado, o abrigaram em uma gaiola. A Polícia Ambiental informou que o animal não poderia ser mantido em cativeiro, devido à lesão. A população preferiu encaminhar a ave ferida a um veterinário, para que depois o animal seja devolvido ao meio ambiente.
Viviane Lima ajudou a recolher o animal e entrou em contato com o veterinário. "Ligamos para a Polícia Ambiental, mas como eles disseram não ter veterinário, preferimos encaminhar para uma clínica de uma profissional indicada por amigos, que está cuidando da coruja e deve soltá-la assim que ela estiver curada", falou.
Coruja foi encontrada em Vila Velha. (Foto: Viviane Lima/VC no ESTV)Coruja foi encontrada com asa quebrada em Vila Velha. (Foto: Viviane Lima/VC no ESTV)Fonte: g1.globo.com.brLuiz Otávio Rozante 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

São Paulo assina acordo para implantar cadastro rural


 20/02/2013 16:32

São Paulo assina acordo para implantar cadastro rural

Com a adesão de São Paulo, chega a 19 o número de estados que estabeleceram parceria com o governo federal para construção do cadastro


Camila Maciel, da 
Plantação de Trigo
Áreas rurais: a parceria permite, por exemplo, que o estado receba do ministério imagens de satélite que vão permitir o confronto entre as informações declaradas pelos proprietários rurais.
São Paulo - O governo estadual paulista assinou hoje (20 acordo cooperação com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) para implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Com a adesão de São Paulo, chega a 19 o número de estados que estabeleceram parceria com o governo federal para construção do cadastro, que se tornou obrigatório com a aprovação do novo Código Florestal. "A expectativa é que se encerre tudo [a assinatura dos termos de cooperação com estados] até março", estimou a ministra Izabella Teixer
A parceria permite, por exemplo, que o estado receba do ministério imagens de satélite que vão permitir o confronto entre as informações declaradas pelos proprietários rurais no cadastro online com a condição geográfica fotografada. "A declaração vai ser como no Imposto de Renda, preenche e já está de acordo com a lei, depois a gente faz o pente fino", explicou o secretário de Meio Ambiente de São Paulo, Bruno Covas.
O governo paulista vai desenvolver um sistema próprio para reunir as informações de pelo menos 330 mil propriedades rurais existentes no estado, sendo que cerca de 270 mil são de pequeno porte. O objetivo é que o programa específico atenda às peculiaridades de São Paulo. "É uma realidade distinta. Nós já temos um inventário florestal que será refeito neste ano, temos protocolos com setores da economia, que já colocaram metas de recuperação [ambiental]. Tudo isso vai estar dentro do CAR", justificou.
Alguns estados optaram por utilizar o sistema desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Outros já possuíam sistemas similares, que vão precisar de ajustes, como os de Mato Grosso do Sul e do Pará. Seja por meio de cadastro próprio ou não, todas essas informações vão alimentar um banco de informações nacional.

Fonte: Exame