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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Três são detidos em confronto com a polícia ao lado do estádio Castelão


Segundo polícia, manifestantes detidos em Fortaleza têm 25 e 26 anos.
Polícia registra pelo menos quatro confrontos com manifestantes.

Do G1 CE

Manifestante ferido é carregado por um policial, em Fortaleza (Foto: Vanderlei Almeida/AFP)Manifestante ferido é carregado por um policial, em Fortaleza (Foto: Vanderlei Almeida/AFP)
Três pessoas foram detidas acusadas de “incitar agressão a policiais”, de acordo com a Polícia Civil do Ceará. De acordo com a inspetora do 16 º, um dos detidos tem 25 anos, outro 26 e o terceiro não portava documentos. Segundo o coronel da Polícia Militar que coordena a operação de contenção dos manifestantes, “uma minoria de 1%” realiza “badernas e quebra-quebra”. O comandante da Polícia Militar, afirmou que daria entrevista coletiva ainda nesta quarta-feira (19) sobre as manifestações.
Os policiais e manifestantes tiveram um novo confronto por volta das 17h ao lado do Castelão, onde jogam Brasil e México pela Copa das Confederações. Segundo o coronel da PM, este é pelo menos o quarto confronto entre manifestantes e policiais.
“Quase todos estão aqui para protestar pacificamente, mas há uma minoria que insiste em fazer baderna”, disse Mendonça. Manifestantes e policiais militares entram em novo conflito na tarde desta quarta, na Avenida Paulino Rocha, bem próximo à Arena Castelão, onde jogam Brasil e México pela Copa das Confederações. Segundo o coronel da Polícia Militar Cláudio Mendonça, os confrontos foram iniciados por uma minoria dos manifestantes.
A polícia tenta conter o grupo, que está no bloqueio policial da Avenida Paulino Rocha, a alguns metros do estádio, usando bombas de efeito moral, gás e spray de pimenta. "Está parecendo uma praça de guerra, é muita bomba. Tivemos que pedir abrigo em uma casa e as pessoas estão preocupadas porque o helicóptero ciontinua sobrevoando e na casa tem duas crianças pequenas", diz Carmina Dias, que participa dos protestos.
Os manifestantes gritam “Não à violência”, além de gritar palavras de ordem contra governadores e denúncias de corrupção. Duas das quatro vias que dão acesso ao Castelão estão bloqueadas, enquanto ocorre o jogo. Os torcedores tiveram que ir ao estádio pela Avenida Dedé Brasil e Juscelino Kubitschek, que seguem com acessos liberados.
Manifestantes e policiais militares entram em novo conflito na tarde desta quarta-feira (19), na Avenida Paulino Rocha, bem próximo à Arena Castelão (Foto: Andre Penner/AP)Manifestantes e policiais militares entram em novo conflito na tarde desta quarta-feira (19), na Avenida Paulino Rocha, bem próximo à Arena Castelão (Foto: Andre Penner/AP)
A polícia Rodoviária Federal estima que 25 mil pessoas participem dos protestos, divididas em duas frentes, nas avenidas Paulino Rocha e Alberto Craveiro. Na manhã desta quarta-feira houve protesto também na Avenida Paulino Rocha, quando parte dos manifestantes furou um dos quatro bloqueios da via.
Não há números oficiais de feridos, mas há relatos de pessoas que sofreram tiros de bala de borracha. Um jornalista cearense levou um tiro de borracha no olho, mas afirmou passar bem pelas redes sociais.
Protestos fecham segunda via de acesso ao Castelão (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)Protestos fecham segunda via de acesso ao Castelão (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Início dos protestos
Centenas participam do protesto desde 10 horas desta quarta-feira (19) nos arredores da Arena Castelão. Os manifestantes começaram a se concentrar no quilômetro 3, da BR-116, e protestar contra a corrupção e os gastos excessivos com a realização da Copa do Mundo.
O protesto furou barreiras policiais feitas e seguiram até bem perto do estádio. Uma viatura da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) foi incendiada.

 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Poluição do ar reduz raios solares sobre o mar e afeta corais, diz estudo



Fenômeno faz com que algas produzam menos energia pela fotossíntese.
Questão pode influenciar ecossistemas inteiros no oceano.

Do G1, em São Paulo

O autor Lester Kwiatkowski examina corais no Caribe (Foto: Mak Yiu Ming/Universidade de Exeter/Divulgação)O autor Lester Kwiatkowski examina corais no Caribe (Foto: Mak Yiu Ming/Universidade de Exeter/Divulgação)
Um estudo publicado neste domingo (7) aponta que a poluição do ar pode ter influência direta sobre os recifes de corais porque reduz a incidência de raios solares sobre o oceano, o que desequilibra os ecossistemas marinhos. A pesquisa foi liderada por Lester Kwiatkowski, da Universidade de Exeter, na Inglaterra, e publicada na edição online da revista “Nature Geoscience”.

Com menos luz, as algas que fazem fotossíntese acabam produzindo menos energia, o que afeta a cadeia alimentar marinha. Isso começa pelos corais, que, apesar de formarem estruturas fixas no fundo do mar, são animais e dependem da energia produzida pelas algas. Dessa forma, a redução da quantidade de luz no mar enfraquece os corais.
Pequenas partículas de carbono suspensas no ar, que podem vir tanto de erupções vulcânicas quanto da queima de combustíveis fósseis, refletem de volta a luz solar. Desta forma, as nuvens ficam mais brilhantes, mas menos luz do sol chega ao mar.
Os recifes de corais servem de abrigos para vários outros animais marinhos e proporcionam diversos ecossistemas no oceano. Assim, tudo que os afeta também pode pôr em xeque todo o equilíbrio da vida marinha.
Esta não é a única maneira como as emissões de carbono ameaçam os corais. Quando a concentração de CO2 aumenta na atmosfera, a água do mar tende a ficar mais ácida, o que torna os esqueletos dos corais quebradiços, conforme já mostraram estudos anteriores.

Fonte: G1

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Mesmo com restrições da Anvisa, fruta 'milagrosa' vira sensação em PE



Noni é encontrado facilmente em mercados e feiras do Grande Recife. 
Produtos que contenham fruto, natural da Ásia, têm venda proibida.

Renan HolandaDo G1 PE

Noni (Foto: Renan Holanda / G1)Fruto exala um cheiro forte. (Foto: Renan Holanda / G1)
Uma fruta verde de tamanho médio e cheiro forte está entrando na rotina de muitas pessoas que vivem na Região Metropolitana do Recife e sofrem dos mais variados tipos de doenças. O noni, como é chamado o fruto da árvore Morinda Citrifolia, pode ser encontrado facilmente em feiras livres e mercados públicos e tem sido utilizado por pessoas que sofrem desde dores de cabeça até pacientes com diabetes. No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) impede a importação, comercialização e uso de produtos derivados da fruta. De acordo com a agência, os estudos científicos realizados até o momento, apesar de não conclusivos, revelam alguns casos de danos ao fígado e aos rins.

O taxista Paulo César Tavares, 44 anos, é um dos que defende a fruta. Diagnosticado com diabetes há três anos, ele enumera uma série de melhorias conquistadas desde que começou a tomar o suco de noni, forma mais popular de consumo. Tavares prepara a bebida por meio de uma mistura com uva. “Com apenas três semanas, eu perdi uns 5 kg e minhas taxas de glicose começaram a cair. As roupas estão todas frouxas”, conta. O taxista costuma comprar a fruta no bairro de Ouro Preto, em Olinda.

O noni é originário do Sudeste asiático e costuma ser encontrado largamente no Taiti, ilha da Polinésia. Apesar de, supostamente, ter efeitos terapêuticos e medicinais, produtos derivados da fruta têm a comercialização proibida no Brasil. A empresa norte-americana Morinda, que produz o suco Tahitian Noni, encerrou as operações no país em maio de 2009, alegando ser alvo de “muitas exigências dos órgãos governamentais”.
Venda de sucos, extratos e vitaminas extraídos do Noni são proibidas pela Anvisa (Foto: Renan Holanda / G1)Venda de sucos e vitaminas extraídos do Noni é
proibida pela Anvisa (Foto: Renan Holanda / G1)
Os vários produtos da empresa, incluindo o suco, continuam sendo comercializados em cerca de 30 países, incluindo alguns sul-americanos como o Uruguai, Chile, Peru e Paraguai. Para a Anvisa, não há respaldo científico para as supostas propriedades medicinais ou terapêuticas do noni. "São falaciosas as promessas de cura com base no consumo”, diz a agência.

A nutricionista e professora da faculdade Maurício de Nassau Ana Lígia Lins explica que o noni se encaixaria na categoria de alimento funcional, aquele que traz benefícios além dos meramente nutricionais. No entanto, há uma carência de comprovações dos benefícios da fruta. “Essa comprovação requer várias etapas, como a quantidade a ser ingerida, a toxicidade do produto. O noni não tem essas comprovações, portanto não há propriedade para prescrevê-lo a um paciente”, afirma.

Ana Lins, todavia, ressalta que não há restrição ao consumo saudável do alimento (uma fruta a cada dois dias, por exemplo), quando o noni é parte integrante de uma dieta, assim como qualquer outro alimento. O problema, diz ela, está no fato de tratar a fruta enquanto remédio: “As pessoas costumam consumir o suco de noni acreditando que ele fará milagre, argumentando que é algo natural. Também existe veneno natural. Ainda há vários questionamentos sobre o noni a serem respondidos”, pondera.
No quintal de casa
O radialista e funcionário público Geraldo Clemente, 52 anos, é outro defensor do noni. Ele virou consumidor da fruta há cerca de um ano, quando procurava uma forma de resolver problemas na próstata. “Conheci por meio de um colega, aí fui pesquisar na internet. Como a ‘garrafada’ era muito cara, resolvi plantar umas sementes e fazer tudo em casa mesmo”, conta. Clemente, morador de Tejipió, Zona Oeste do Recife, tem três pés do fruto no quintal e prepara dois litros da “garrafada”, usando três nonis e 50g de uvas pretas.
Funcionário público Geraldo Clemente e o pé de Noni que plantou em casa (Foto: Renan Holanda / G1)Geraldo Clemente tem três pés de noni em casa
(Foto: Renan Holanda / G1)
Ele perde as contas quando enumera os benefícios conquistados desde que começou a beber o suco com frequência: disposição sexual, boas taxas de colesterol e triglicerídios, além de ter curado a incontinência urinária, decorrente da doença na próstata. “Coloco dois dedinhos num copo e tomo pela manhã, em jejum, e também à noite, antes ou depois do jantar. Os resultados são tão bons que nem tomo mais a medicação receitada pela urologista”, afirma.

O taxista Paulo César Tavares começou a tomar o suco de noni no começo de março e também pretende cultivar a fruta por conta própria. Assim como Clemente, o condutor só enxerga benefícios ao falar das propriedades do noni. “Eu era depressivo, não conseguia acordar cedo. Agora, levanto às 4h30 todos os dias e nem tiro mais um cochilo depois do almoço, como sempre fazia”, conta.

Foi por causa de Tavares que o também taxista Sales Damasceno, 50 anos, virou consumidor do noni. Mesmo achando o gosto ruim, ele faz e bebe o suco. “Comecei a tomar só para manter minha saúde em dia mesmo. Não tenho nenhum problema grave”, diz. Damasceno chega a gastar cerca de R$ 50 a cada duas semanas para poder comprar a fruta.
Preço salgado
O noni é encontrado facilmente nos mercados públicos e feiras livres da Região Metropolitana do Recife. O preço, no entanto, não é dos mais convidativos. No Mercado de São José, no centro da capital pernambucana, é possível encontrar o quilo da fruta por R$ 15. Uma unidade é vendida por R$ 2. “Eu vendia (o noni) muito bem há um tempo, mas hoje em dia a procura caiu bastante. Todo mundo está plantando em casa”, reclama o comerciante Rivaldo Souza, responsável por uma barraca de frutas no Mercado de São José. No centro de compras, ainda dá para achar abertamente vitaminas e extratos de noni, cuja venda é proibida. O preço é mais acessível do que o da fruta: uma garrafa com 500 ml sai por R$ 10.
Fonte: G
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quarta-feira, 27 de março de 2013

Ovo centenário de ave extinta da África vai ser leiloado em Londres


27/03/2013 10h52 - Atualizado em 27/03/2013 13h08

Objeto subfossilizado é cem vezes maior do que ovo de galinha.
Valor de venda é estimado em até 35,4 mil euros, diz agência.


O ovo centenário de uma espécie extinta de ave que era nativa da Ilha de Madagascar, na África, vai ser leilado em Londres no dia 24 de abril, segundo agências internacionais. De acordo com a Associated Press, o ovo pertence à ave-elefante (da família Aepyornithidae), também conhecida como vorompatra, e tem aproximadamente 400 anos de idade.

O objeto, que é cerca de cem vezes maior que um ovo de galinha comum, está subfossilizado (quando os restos de um organismo ficam preservados após centenas de anos, mas ainda não completaram o processo de fossilização) e não possui vida.
O valor do ovo, que vai ser vendido na famosa casa de leilões Christie's, é estimado entre 23,6 mil euros (cerca de R$ 60 mil) e 35,4 mil euros (cerca de R$ 91,5 mil), disse nesta quarta-feira (27) a agência americana Associated Press.
O ovo, que data de um período anterior ao século 17, mede 21 centímetros de diâmetro e 30 de altura. A ave-elefante era uma das aves mais pesadas do mundo. Apesar do tamanho grande, sua extinção ocorreu possivelmente devido às ações humanas, segundo o jornal americano "The New York Times".
O ovo centenário de uma espécie extinta de ave que era nativa da Ilha de Madagascar, na África, vai ser leilado em Londres no dia 24 de abril. (Foto:  Justin Tallis/AFP)A estimativa da casa de leiões é que o ovo valha de R$ 60 mil a R$ 91,5 mil (Foto: Justin Tallis/AFP)
Ovo subfossilizado de ave-elefante, que tem cerca de 400 anos (Foto: Matt Dunham/AP)Ovo subfossilizado de ave-elefante, que tem cerca de 400 anos (Foto: Matt Dunham/AP)
Esqueleto de ave-elefante é exposta no Museu de Arte e Arqueologia da Universidade de Madagascar, em Antananarivo (Foto: Martin Harvey/Getty Images)Esqueleto de ave-elefante, extinta desde o século 17, é exposta ao lado de um ovo no Museu de Arte
e Arqueologia da Universidade de Madagascar, em Antananarivo (Foto: Martin Harvey/Getty Images)
FONTE: G1

quarta-feira, 20 de março de 2013

Falta de chuvas reduz vazão de reservatórios do Rio São Francisco


20/03/2013 08h34 - Atualizado em 20/03/2013 20h49

Falta de chuvas reduz vazão de 



reservatórios do Rio São Francisco


Diminuição da vazão será no reservatório de Sobradinho e Xingó.
Prejuízos atingem principalmente as bacias entre Alagoas e Sergipe.

Do G1 AL, com informações da TV Gazeta

O cânion do Rio São Francisco, no reservatório de Xingó, entre Alagoas e Sergipe, foi retratado pela leitora Angela Meurer Moreira (Foto: Angela Meurer Moreira/BBC )O cânion do Rio São Francisco, no reservatório de
Xingó, entre Alagoas e Sergipe.
(Foto: Angela Meurer Moreira/BBC )
Na semana em que é comemorado o Dia Mundial da Água, na sexta-feira (22), o  Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco alerta para a situação dos reservatórios da região. O presidente do comitê, Anivaldo Miranda, informou na manhã desta quarta-feira (20) que haverá uma redução da vazão das águas de dois dos principais reservatórios do Rio São Francisco, Sobradinho e Xingó.
O motivo da diminuição no volume das águas é a redução das chuvas na região do médio, submédio e baixo São Francisco. Segundo Miranda, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) já foi autorizado pela Agência Nacional de Água (ANA) para realizar essa redução, que deve ser de março a novembro deste ano. A diminuição será mais prejudicial nos trechos do Rio São Francisco na divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe.
A redução será de 1.300 metros cúbicos de água por segundo para 1.100m³. A medida, segundo o relatório da ONS, é fundamental para promover adequadas disponibilidades de geração e o atendimento dos requisitos de uso múltiplo da água para os anos de 2013 e 2014. Somente em Alagoas, 49 municípios fazem parte dessa bacia.
“A medida vai regulamentar a quantidade de água que chega à foz do rio. Eles passam a reter mais água, o que é preocupante devido aos prejuízos que podem causar não só para a população ribeirinha como para empresas distribuidoras de água e energia e também pode afetar a biodiversidade”, destacou o presidente do comitê.
Fonte: G1

quarta-feira, 13 de março de 2013

Animal vivo em embalagem plástica é vendido como amuleto na China


Animal vivo em embalagem plástica é vendido como amuleto na China


Pequenas bolsas contêm oxigênio e líquido com nutrientes.
Com esse suprimento, bichos podem viver até dois meses.

Animais em pequenas bolsas de plástico, contendo oxigênio e um líquido com nutrientes, são vendidos como amuletos da sorte na China, como mostram as imagens da Reuters feitas em Pequim. O ar e o alimento são suficientes para manter os pequenos peixes, tartarugas e salamandras vivos por dois meses, segundo vendedor ouvido pela agência de notícias. O preço é 10 iuan, o equivalente a R$ 3,16.

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Animais vivos em embalagens de plástico (Foto: Reuters/Kim Kyung Hoon)Animais vivos são vendidos em embalagens de plástico (Foto: Reuters/Kim Kyung Hoon)
 (Foto: Reuters/Kim Kyung Hoon)O líquido e o oxigênio dentro da embalagem permite que os bichos vivam até 2 meses.  (Foto: Reuters/Kim Kyung Hoon)
Mulher exibe pequenas tartarugas dentro de sacos plásticos, à venda em uma loja de Pequim, na China. Cada saco contém oxigênio e líquido nutritivo capaz de manter o animal vivo por dois meses. As peças servem de 'amuleto' e saem por cerca de R$ 3,20 cada. (Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters)Mulher exibe pequenas tartarugas dentro de sacos plásticos, à venda em uma loja de Pequim, na China. (Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters)

quarta-feira, 6 de março de 2013

Comércio on-line de marfim ameaça elefantes africanos, dizem ambientalistas


Comércio on-line de marfim ameaça elefantes africanos, dizem ambientalistas

DA ASSOCIATED PRESS

Ambientalistas afirmam que há uma nova ameaça à sobrevivência dos elefantes africanos, quase tão mortal quanto as balas dos caçadores: o mercado negro de marfim pela internet.
Presas retiradas ilegalmente são compradas e vendidas em fóruns na internet e em sites de leilão pelo mundo com cada vez mais frequência e isso inclui a gigante Google, segundo os ativistas. Grupos de defesa da vida selvagem reunidos na Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas em Bancoc, na Tailândia, nesta semana, pedem leis mais duras para coibir esse comércio.
A matança de elefantes, que tem aumentado muito nos últimos 20 anos, está ganhando força por causa da maior demanda pelas presas na Ásia, onde são entalhadas e viram ornamentos e suvenires.

Caça de elefantes»

Sala na agência filipina de vida selvagem cheia de presas de elefante, parte de um carregamento ilegal que passou pelo país vindo da TanzâniaAnteriorPróxim
"A internet é anônima, está aberta 24 horas por dia. A venda de marfim on-line é uma atividade de baixo risco e alto lucro para os criminosos", afirma Tania McCrea-Steele, do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal.
Em uma investigação no ano passado, a entidade achou 17.847 produtos de marfim listados em 13 sites chineses. O país é o principal destino para o "marfim de sangue" exportado da África por contrabandistas e milícias rebeldes fortemente armadas.
O fundo afirma que o comércio on-line ilegal também é um problema nos EUA, incluindo o site de leilões eBay, e também na Europa, especialmente em países com ligações coloniais com a África.
Os vendedores usam códigos como "osso de búfalo", "ouro branco", "frio ao toque" e mandam o produto por correio.
Segundo a Agência de Investigação Ambiental, o site de compras da Google no Japão tem 10 mil anúncios de marfim.
Cerca de 80% dos anúncios são de "hanko", pedaços de madeira com letras de marfim usadas para colocar selos em documentos oficiais. Os demais são de entalhes e outros objetos.
Segundo a agência, as vendas dos selos criam uma demanda grande para o marfim dos elefantes.
"Enquanto os elefantes estão sendo massacrados na África para a produção de bugigangas de marfim, é um choque descobrir que a Google, com recursos enormes à sua disposição, não faz cumprir suas próprias políticas para ajudar a proteger os animais ameaçados", afirmou Allan Thorton, presidente da entidade.
A Google afirmou, por e-mail, que "anúncios de produtos obtidos a partir de animais ameaçados não são permitidos". "Assim que detectados que um anúncio viola nossa política de anúncios, nós o removemos."
Segundo estimativas, havia 5 milhões de elefantes no continente africano há cerca de 70 anos. Hoje, só sobraram alguns milhares.
Nos últimos 12 meses, acredita-se que 32 mil elefantes tenham sido mortos da África, segundo dados da Fundação Born Free. O negócio é lucrativo: 450 g de marfim são vendidos por US$ 1.300, de acordo com a fundação.
Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Acre é premiado pelo governo alemão por combater desmatamento


Carta Verde


Meio Ambiente

Acre é premiado pelo governo alemão por combater desmatamento

Foto: Angela Peres/Agência Acre O tiro em Chico Mendes ecoou longe e atraiu a atenção internacional para a causa. Hoje, 25 anos depois, o Acre se destaca no combate ao desmatamento. Em 2012, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a área devastada no estado foi de 308km², ainda significativa, mas menos da metade da registrada naquele 1988, quando começaram a ser feitas as medições.
O caminho é longo, mas o estado dá passos firmes – talvez como nenhum outro no Brasil – para promover um modelo de desenvolvimento econômico que contemple proteção florestal e combate à pobreza. No fim do ano passado, o Acre foi laureado pelo governo alemão com um recurso de 16 milhões de euros (43 milhões de reais). O dinheiro vai ajudar a financiar projetos ambientais, mas é, sobretudo, um prêmio ao que foi feito nos últimos anos contra o desmatamento.
“O Acre é um dos estados de melhor performace na Amazônia brasileira, vem se destacando de forma positiva no combate ao desmatamento”, disse à DW Brasil Alberto Tavares, coordenador da ONG WWF no estado e um dos monitores da assinatura do acordo de doação. “Esse dinheiro é um reconhecimento a esse bom desempenho.”

FONTE: http://www.cartacapital.com.br/

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Caminhões despejam lixo ilegal em Cotia


Caminhões despejam lixo ilegal em Cotia

Terreno, que inclui uma área de preservação permanente, passou a receber o material há seis meses; moradores relatam mau cheiro

05 de fevereiro de 2013 | 23h 30
Camila Tuchlinski - Rádio Estadão
Um terreno no município de Cotia, a 34 quilômetros de São Paulo, está sob suspeita de receber lixo clandestino. Moradores relatam que caminhões despejam resíduos orgânicos e entulho na área. Eles reclamam do mau cheiro, da infestação por mosquitos e baratas, além de buracos nas estradas vicinais, provocados pelos veículos pesados.
Moradores relatam movimentação de caminhões - portalviva.com.br
portalviva.com.br
Moradores relatam movimentação de caminhões
O material, que atinge inclusive uma área de preservação permanente (APP), continua sendo despejado mesmo depois de o proprietário ter assinado um termo de ajuste de conduta (TAC), em dezembro.
A movimentação intensa de caminhões pesados passou a ser notada pelos moradores do bairro dos Pitas há seis meses. Os veículos seguiam todos para uma mesma área particular de 4 hectares, entre as Ruas Nova York e Filadélfia. O local, cercado por muitas árvores e fauna diversificada, abriga remanescentes da Mata Atlântica.
Um morador do condomínio Granja Caiapiá, que preferiu não ser identificado com medo de represálias, relembra o que viu: "Colocam 3, 4 caminhões de chorume e depois colocam resto de construção e restos de obra por cima do chorume. Estão escondendo o que estão fazendo lá. A polícia vira as costas e eles descarregam os caminhões que faltam descarregar."
A mesma situação foi presenciada por um casal que mora no condomínio ao lado do terreno e que também preferiu não se identificar. "Vi lixo chegando, como se fosse do Tietê. Parece que tem lixo orgânico, realmente é terrível", diz o morador. No condomínio de oito casas onde vive o casal, três já foram colocadas à venda por causa da situação.
Há três anos, marido e mulher decidiram deixar o bairro do Morumbi, na capital, para viver em Cotia. "A gente resolveu ter um pouco mais de qualidade de vida e agora temos um tormento na nossa vida que é essa obra. Antigamente não tinha mosca, não tinha barata. Agora tem de tudo: mosca, barata pernilongo." Segundo estimam os moradores, o número de veículos que entram e saem do terreno varia entre 40 e 60 diariamente.
No fim do ano passado, a Polícia Militar Ambiental foi acionada e detectou movimentação de terra e entulho. O material atingiu, segundo a polícia, 330 m2 de APP. Os agentes não encontraram lixo comum, mas o proprietário não tinha sequer autorização para despejar restos de construção no local. Autuado em flagrante, o dono do terreno assinou um TAC com o Ministério Público do Estado no dia 5 de dezembro, comprometendo-se a paralisar imediatamente as atividades de despejo.
Mas não é o que está acontecendo, de acordo com o presidente da Associação Ecotia, Fábio de Morais. A entidade foi fundada pelos moradores indignados com a situação.
O comandante da Polícia Militar Ambiental na região, Fernando Janez, confirma que o terreno já foi autuado três vezes por depósito de entulho. O tenente admite que a fiscalização é "meramente visual" e que, se o lixo foi depositado em uma profundidade significativa, não há como detectar. Ele afirma que a estratégia de alternar camadas de lixo e de terra pode ser adotada para confundir a fiscalização.
Se for constatado o despejo de material contaminante no solo, o artigo 54 da lei 9.605 prevê até quatro anos de prisão, porém a pena pode ser passível de fiança ou revertida para serviços à comunidade. A reportagem tentou contatar o proprietário do terreno, mas ele não atendeu às ligações. Em nota, a prefeitura de Cotia afirma que o local não é um "aterro clandestino", mas uma obra de terraplanagem com deposição de terra, para a qual a propriedade tem licença.
Fonte:http://www.estadao.com.br